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1. STATUS QUO

A forma mais comum de transmissão de dados e voz até locais remotos baseia-se em tecnologia analógica que transporta sinais em forma de ondas. Estas ondas abrangem a maior parte de tons perceptíveis ao homem e, por conseguinte, transportam apenas tons em forma de ondas sinusoidais.

A razão das perdas sensíveis de qualidade na transmissão de dados e voz, está subjacente à técnica de transmissão: os sinais são transmitidos através de fios de cobre e relés mecânicos, pelo que, ao utilizar este processo, a transmissão de dados está sujeita a influências de ruídos residuais. Apesar do efeito compensador por amplificação, é provocada uma redução na relação sinal/ruído que leva a perdas de dados durante a transmissão, sobretudo em ligações de longa distância.

É inimaginável um mundo de economia e indústria sem comunicações de dados. Os dados são armazenados centralmente e podem ser consultados e actualizados de uma forma descentralizada tornando possível que, por exemplo, colaboradores em serviço externo possam obter informações e efectuar encomendas directamente a partir do cliente, justificando assim a necessidade de desenvolver um meio de transporte de dados e voz mais segura e eficiente.

2. RDIS

Desde os anos 80, que existe a rede telefónica RDIS em alguns países europeus. A sigla RDIS significa "Rede Digital com Integração de Serviços" facultando vantagens importantes:

Todas as informações que partem do equipamento, em vez de serem transmitidas de forma analógica, passam a ser transmitidas digitalmente como diferenças de potencial. Os próprios equipamentos transformam o sinal analógico (som/voz) e efectuam a transmissão. Assim a distância e o tipo de ligação (satélite, rádio e transmissão por cabo) deixam de ter efeito na qualidade dos sinais. Adicionalmente a RDIS utiliza protocolos de correcção de erros de transmissão.

3. VANTAGENS DA RDIS

Com a RDIS consegue-se na realidade uma velocidade de transmissão de dados de 64.000 bit/s em um canal e respectivamente 128.000 bit/s em dois canais B (sem compressão de dados). Estes valores são inatingíveis com um vulgar modem analógico. Além disso a RDIS funciona com um protocolo de correcção de erros que garante uma transmissão de dados sem erros.

O estabelecimento da ligação é instantâneo, não existindo handshaking ou tempos de espera de marcação como na rede analógica.

4. POSSIBILIDADES DE LIGAÇÃO

Nas ligações RDIS existem 2 formas idênticas de comunicação:

A primeira possibilidade é o acesso básico com conexão S0 (NTBA-Acesso básico de rede terminal), esta destina-se ao utilizador particular ou a pequenas e médias empresas. É possível ligar vários equipamentos terminais. A ligação de acesso básico põe sempre à disposição dois canais, possibilitando assim a utilização de um máximo de dois equipamentos ou ligações em simultâneo.

A segunda versão é o acesso primário (Primary Multiplex). Este permite a utilização de, no máximo, 30 canais e está ligado através de uma central telefónica, e não através de um acesso básico. O acesso primário não dispõe de uma conexão S0 comum ficando assim dependente da central telefónica.

5. ACESSO BÁSICO S0

Uma ligação em DSS1(Euro-Isdn = RDIS) pode funcionar simultaneamente com dois equipamentos no máximo, conseguindo no entanto dirigir-se a 10 equipamentos. Isto significa que a um acesso básico S0 pode estar ligado um fax, telefone, modem RDIS, videotelefone, etc. No entanto apenas 2 destes equipamentos podem funcionar em simultâneo e o reconhecimento do serviço e respectivamente o MSN (Multiple Subscriber Number) determina a qual dos equipamentos se destina a ligação.

É esta possibilidade de selecção, relacionada com um reconhecimento de serviço que torna a RDIS tão flexível. O DSS1 está preparado para, com o MSN, possibilitar que o chamador escolha entre contactar um telefone, um fax ou qualquer outro tipo de equipamento.

O acesso básico descodifica simultaneamente qual o tipo de equipamento contactado por parte do utilizador, evitando assim que uma ligação telefónica seja dirigida a um fax, uma vez que existe um reconhecimento do tipo de ligação (voz, fax, dados, vídeo) mediante um código específico SIN (Service Indicator Number).

6. ACESSO PRIMÁRIO

O acesso primário possibilita a comunicação simultânea em 30 equipamentos. Aplica-se a centrais RDIS, visto ser necessário mais capacidade de gestão do que nos acessos S0, mas funciona de forma idêntica, no que respeita aos princípios fundamentais do acesso básico.

7. O PRINCÍPIO DA RDIS

A RDIS baseia-se na troca digital de dados., sendo transmitidos pacotes por multiplexagem sobre condutores de "par-trançado".

Multiplexagem significa a possibilidade de estabelecer várias ligações lógicas numa ligação física existente. Estes condutores comportam uma velocidade efectiva de 152.000 bit/s.

O utilizador de RDIS não usufrui directamente desta velocidade; ela é repartida em 3 canais respectivamente:

O Canal B, ou canal útil, apenas transporta pacotes de dados com uma velocidade constante e efectiva de 64.000 bit/s bidireccional. Para que possam estar dois equipamentos activados em simultâneo, existem dois canais B por cada acesso básico.

O Canal D, ou canal de dados, funciona com 16.000 bit/s de forma a ficar com uma reserva de 8.000 bit/s. No canal D encontram-se todas as informações necessárias sobre os dois canais B, inclusivamente o protocolo de transmissão de dados e o tipo de equipamento, bem como as informações de serviço da TELECOM (exp. taxação, data, hora, call-waiting).

A divisão em canais úteis e dados confere à 70NL uma flexibilidade até agora desconhecida em qualquer outro tipo de comunicação telefónica. O canal D apoiado pelo hardware, consegue, se necessário, juntar os dois Canais B para poder transmitir dados com maior rapidez (channel bundling).

8. OS PROTOCOLOS

Em RDIS existem basicamente 4 protocolos significativos para o utilizador. Todos os protocolos são utilizados no canal útil (Canal B) e não no canal de dados (canal D):

O protocolo de velocidade V.110 é um processo de transmissão que data da última década, dos princípios da RDIS. Os dados são transmitidos até 38.400 bit/s, o resto da capacidade (até 64.000 bit/s) está ocupada com pacotes de dados redundantes.

O mesmo se aplica ao seu sucessor, o V.120, também ele desprovido de uma tecnologia muito potente visto ter sido desenvolvido no fim dos anos 80. No seu caso os dados são transmitidos no máximo a 54.000 bit/s. Os protocolos X.75 e T70NL apresentaram uma inovação. Estes protocolos aproveitam integralmente a capacidade do Canal B e transmitem a 64.000 bit/s. A sua utilização impõe-se cada vez mais, no âmbito das comunicações (o Fax grupo 4 e o acesso a BBS’s são apenas dois exemplos).

O equipamento analógico não pode ser ligado directamente aos canais RDIS, devido à incompatibilidade de protocolos. Pode no entanto ser utilizado equipamento analógico através de adaptadores A/B, como é o caso do Terminal Adapter A/B da Creatix. A central telefónica RDIS Istec-1008, está equipada com varios adaptadores A/B e funciona com um máximo de 8 equipamentos analógicos (telefone, modem, atendedor/gravador de chamadas, telefone sem fios, etc..)

9. SERVIÇOS SUPLEMENTARES

- Identificação do número chamador CLIP
- Restrição de identificação CLIR
- Grupo fechado de utilizadores CUG
- Chamada em espera CW
- Marcação directa de extensão DDI
- Número múltiplo de cliente MSN
- Portabilidade de terminais TP
- Sinalização de utilizador a utilizador UUS
- Subendereçamento SUB
- Informação de taxação AOC
- Reencaminhamento de chamadas CF

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